terça-feira, 10 de novembro de 2009

UM POUCO DE NOSTALGIA

Sabe aquele dia que voce amanhece chateado sem uma razão de ser…
Pois é hoje é um dia desses pra mim.
Vejo minha mãe já velhinha, tão dependente de tudo, tão solitária mesmo estando junto de várias pessoas, alheia a assunto que estamos falando e quando se pronuncia é para perguntar coisa que pra nós já esta mais que evidente, e muitas vezes temos que repetir a mesma pergunta.
Vejo meus filhos tão atarefados numa correria para poder dar conta de tanto serviços, não tendo tempo pra nada, tempo pra brincar com seus filhos e menos ainda pra conversar com seus pais e avós, porque os avôs já se foram.
Olho meus netos numa alegria entre si brincando no quintal ou jogando no computador e sinto que estão felizes por estarem juntos brincando com crianças mais ou menos da mesma idade.
Tento não pensar na velhice mas é inevitável porque ela se apresenta em todas as formas no meu dia a dia, embora eu não não sinta velho mas sei que estou caminhando a passos largo para ela que se avizinha.
Procuro afastar pensamentos tristes, brinco, canto, rego as plantas, escrevo algumas coisas mas de vez em quando a realidade se apresenta novamente, seja na visita a minha mãe, a solidão a dois minha e de minha esposa em nossa casa de três quartos ocupando somente um , as lamentações de minha irmã, mais velha do que eu quatro anos, é dores aqui ali, é porque ainda não se aposentou e não aguenta mais dar aulas pra crianças tão mal criadas, é porque tem que ajudar cuidar da mãe, dos netos e assim por diante.
Sinto saudade do tempo em que eu trabalhava com meu velho caminhão, eu e meu cunhado, sonhando adquirir coisas para num futuro distante usufluir, sem nem imaginar que ele morreria tão cedo, saudade das nossas viagens para o Parana eu na Variant e ele na Brasilia de minha mãe, com toda a familia, meu pai minha mãe ainda de certa forma jovens e as crianças ainda pequenas fazendo a maior bagunça.
Saudade dos meus amigos e empregados, até da comida dos butecos de vilas que muitas vezes comiamos juntos, sem se preocupar se engordava ou não.
Hoje, alguns deles já morreram, outros se aposentaram e os que continuam a trabalhar não estão mais comigo e parece fazer isso com sacrificio, já não tem mais aquele pic aquele sorriso no rosto, nem a vontade de fazer piada das dificuldades que se apresentam no dia a dia como fasíamos antes.
Naquele tempo não existia tanto transito, muito menos celular, agente passava o dia inteiro trabalhando em obras distantes e so ficava sabendo das noticias boa ou ruins quando voltava a noite para casa.
Lembro-me que quando criança nas minhas orações pedia a Deus para não levar meus pais, na minha ingenuidade não conseguia entender que na vida tudo passa, e que eles tanto quanto nós tambem passamos.
A vida é um aprendizado constante e a morte a ultima lição para nós, talves a mais dificil, tanto para quem vai como para quem fica, mas sem duvida necessária.
Li uma vez, que quando ficamos assim triste, sem um motivo aparente é porque nosso espirito lembra-se da liberdade que tinha antes de encarnar e esta desejoso de voltar. Será?