segunda-feira, 19 de março de 2012

SAUDADE

Tem dias que a gente sem querer começa a lembrar coisas do passado que estão la bem no fundo esquecidas num baú empoeirado pelo tempo, com suas folhas amareladas que a vida tratou de dar seu acabamento melancólico um misto de tristeza, e de fragilidade vai tomando conta de nós.
Lembranças de um passado distante, hora feliz, as vezes nem tanto mas que de certa forma o tempo tratou de registrar em nossa mente, e vem como em pequenos freches de quando em quando em nossa memoria sem que se quer tomemos conta.
Costuma chegar quando estamos a sós, e aí o pensamento vagueia longe... Nas coisas da infância em companhia de pessoas queridas que já não estão mais presentes, em corpo presente, mas penso que em pensamentos sim e são justamente a aproximação delas que nos faz assim, sentir aquele aperto no peito, aquela angustia, aquele nó na garganta, aquela SAUDADE.
Saudade da infância, de coisas bobas, do coaxar dos sapos, do grilos cantando na noite escura de onde eu morava, saudade das ladainhas cantadas nos terços frequentes no mês de junho, saudade do licor de folha de figo que minha avó Sophia fazia, saudade de estar novamente em cima do fogão de lenha de minha avó Mariquinha esperando assar o bolinho de carne que ela fazia, das chuvas de pedras que logo que passava sair correndo para pegar algumas para colocar no copo com groselha.
Saudade...da vida que vivi

SAUDADE....