terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A CA CASINHA BRANCA DE PORTAS E JANELAS AZUIS

Embora eu tenha nascido na cidade, bem pertinho desse agitação, gosto mesmo é do campo, de mato, do, rio de mar, de barco e coqueirais.
Quando posso, procuro viajar para lugares tranquilos, onde o tempo se arrasta lentamente, onde a vida parece não ter pressa, e os moradores parecem assim no mesmo compasso do tempo levar a vida, ou simplismente ir deixando a vida os levar.
Gosto de parar meu carro em uma parte alta, e la de cima olhar até onde a vista alcança o que a natureza de mais belo pode trazer: Vejo, uma mata verdinha, com uma arvores de flores amarela a se sobressaltar sobre as demais, uma cachoeira, descendo a barranco de pedra formando uma pequena cachoeira de aguas claras que se transforma em um riacho que vai cortando o campo verdejante onde animais pastam durante o dia misturados a patos e galinhas .
Avisto uma pequena casinha branca de portas azuis, iguais aquela que meu pai gostava de desenha quando eu era criança, com sua chamine soltando fumaça branca, acizentada que vai subindo lentamente, assim como tudo em volta parece acompanhar o tempo sem pressa, tão diferente do que nos vivemos aqui na cidade, ao lado dela, um pe de manga bem grande a sobrear uma parte do jardim, uma pequena construção que acredito ser o galinheiro e o lugar onde guardam as ferramentas da lida na roça.
Fico imaginando como deve ser belo o entardecer nesse lugar , o sol ir no mesmo ritmo lento do tempo, pouco a pouco se escondendo por detras dos morros arredondos, fazendo o céu ir ficando dourado como ouro, misturando o dia com a noite bem lentamente, até escurecer de vez.
Se é noite sem lua, muito mais estrela no ceu do que na cidade, por que la distante da poluição elas podem serem melhor admiradas, mas for noite de lua cheia aí sim, a lua vai parecer ser bem maior e mais clara a nos convida a sonhar acordado.
Não me arrependo de ter nascido e vivido toda minha vida na cidade, porque foi nela que consegui trabalho, pude criar meus filhos e hoje meus netos, foi nela consegui uma certa comodidade, e posso hoje fazer pequenos passeios, mas penso como seria diferente se eu tivesse nascido naquela cazinha branca de portas e janelas azuis que meu pai desenhava parecendo colocar nela toda a simplicidade que nele era habitual, morando sempre na la, na parte baixo da colina, e vivendo como aquelas pessoas simples vivem, parece sem ambição conformada com a vida que Deus lhes deu.