O tempo ultimamente tem passado tão depressa que sem perceber já faz mais de um mês que minha tia Olinda morreu.
Hoje, relembrando o passado, vejo que ela só pode estar mesmo em um bom lugar, lugar este reservado apenas para os que cumpriram sua missão aqui na terra, com garra, com muito trabalho sem se deixar se abater por tantas privações que uma mulher de família pobre, com pouco estudo passou para criar três filhos naturais e um adotivo.
Só o fato dela ter pego pequeno um menino para criar como se fosse seu filho, sabendo da situação financeira que ela estava passando naquele momento penso apagar diversos erros que ela cometeu antes e posteriormente em sua vida.
Estive com ela no dia anterior a sua morte quando a levei fazer hemodiálise, pude notar o quanto ela estava debilitada, o quanto estava aborrecida por achar que estava dando trabalho para os outros, no caso eu, no momento e chegou a comentar isso comigo, foi quando lhe disse que gosto de poder ajudar alguém, porque com isso eu podia equilibrar minha balança um pouquinho para o lado bom, já que por ser um fraco, o lado ruim vai pesando mais e mais.
Ela falou, é bom mesmo poder ajudar os outros...
Prefiro lembrar dela andando comigo de bicicleta nas margens do Rio Pinheiros, lembrar dela em passeios que fizemos em Jundiá, em Salto ainda quando ela era solteira.
Lembrar dela sorridente, falante, contando causos e mais causos como ela fazia, essa sim é minha tia, e sei que ela esta viva, em um bom lugar.
Espero poder reencontrá-la, abraça-la e juntos colocarmos o papo em dia.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
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