Não que seja ruim meus finais de semana, muito pelo contrario, é que os domingos de minha infancia eram muito direntes dos de hoje, pois passavamos quase todos eles na casa de meus avos paternos. Apesar de nossas visitas serem frequentes, eramos recebidos por minha avó com uma comemoração dessas que se faz quando a muito tempo não se via, tamanha a felicidade dela.
Eu pegava sua mão e dava um beijo, e ela dizia: Dios que lo bem diga, meu lindo. Minha mãe após os cumprimentos ia pra cozinha juntar-se com as cunhadas pra ajudar a preparar nosso almoço, meu pai ia pra sala onde meu avô Elias ja estava com o baralho nas mãos aguardando pra jogarem junto com meus tios. Jogavam a tarde toda, mas sempre so por diversão porque meu avô dizia que não devemos jogar nem valendo um palito de fosforo. Eu e minha irmã, Ana Maria, corriamos brincar com meus primos. Brincadeira era o que não faltava, queimada, peteca, cobra cega, esconde- esconde e quando era epoca junina, faziamos balão com papel de seda e iamos pegar tocos de vela em um cruzeiro proximo a casa de meus avos. Quando chovia, nós ficavamos ansiosos para que parace pra poder sair na rua colocar barquinhos de papel na enchurrada que descia rua abaixo na epoca ainda de terra. Era uma correria dentro e fora da casa, mas quando a gente passava da conta meu avô dizia, "Hêla, Hêla," e pronto ja estava nossa avó nos socorrendo dizento num castelhano corrido, deixa los niños brincarem...e passavam a discutir entre eles cada vez mais rapido e nos muito pouco entendiamos, ainda bem rs; Lembro que certa vez, bati a cabeça em um daqueles soldadinhos de ferro que se usava pra manter a veneziana aberta e sai chorando ao encontro de minha avó, que certamente teria o remedio. Ela pegou um pouco de sal, molhou na saliva, colocou no galo enorme e apertou com o cabo da colher, pronto ja esava medicado, em seguida chegou meu primo Mauricio com o pedaço de ferro na mão, eu havia quebrado com a testa. Assim nosso domingo passava rapidinho e quando a noite chegava era hora de entrarmos todos, doze pessoas, dentro do Aero Willys de meu tio Frederico, ainda bem que não existia cinto de segurança nessa epoca , e em alguns minutos estavamos na porta de casa.
É claro que adoro meus fins de semana quando minha familia almoça comigo, chego a lembrar um pouco da minha infancia vendo meus netos fazendo barulho como faziamos,mas não posso deixar de gostar dos domingos da minha infancia, distante no tempo mas presente em minha memoria, e ter saudade das pessoas que hoje não posso mais ve-las.
Aiii que saudade da minha avó Sophia !!!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)
