sábado, 30 de julho de 2011

O FUNERAL DO FILHO DE UM AMIGO

Hoje fui ao sepultamento do filho de um amigo, e como era de se esperar, sabíamos eu e minha esposa que encontraria um clima de muita tristeza ainda mais tratando-se de um rapaz de 29 anos, casado e pai de três filhos.
Por mais que saibamos que um dia todos certamente morreremos, ainda não conseguimos aceitar que pessoas jovens partam antes dos mais velhos.
O que dizer a uma mãe à cabeceira do caixão, esperando a hora derradeira de ser fechado, e nunca mais poder ver aquele filho querido enquanto ela permanecer viva? Faltam palavras, apenas nosso abraço carinhoso tentando mostrar a ela nosso pesar.
O que falar a um pai visivelmente cansado, que esgotou todas as lagrimas, mas que se esforça ainda em trocar algumas palavras com as pessoas que de alguma forma tentam, minimizar seu sofrimento tentando parecer forte ao apresentar seus netos, que de hora em diante passaram a ser órfãos...
Quantos sonhos num instante desabado, quanta tristeza vai ser a companheira dessa família durante o resto da vida.
O irmão mais velho, parece ainda não acreditar no que aconteceu, abraça os amigos e chora compulsivamente, fazendo os mais sensíveis como eu chorar junto.
Como acreditar que a dois dias atrás estive com ele em um churrasco proporcionado por uma representante de maquinas, sentamos na mesma mesa, brincamos, conversamos sobre os mais variados assuntos, e nem se quer poderia passar pela minha cabeça que seria a ultima vez que nos veríamos.
\Como morreu? Mais uma vitima dessa maldita droga que vem se alastrando e deixando por onde passa esse rastro de tristeza que parece não ter fim.