Como é longo o dia em que passamos em um hospital...
Se é longo para o acompanhante, com certeza para paciente é muito mais, pois é ele que esta nesse momento dependente de tudo e todos, ali, feito uma criança carente, envolto a aquele clima , aquela movimtentação constante de medicos, enfermeiros, pessoal da limpeza e enventualmente um ou outro parente que vem visita-lo, ele, ou o seu acompanhante de quarto, que nesse momento por estarem no mesmo barco sentem-se irmanados. Trocam pequenas conversas, falam da familia, da doença, da vontade de ir para sua casa o mais rapido possivel.
E eu, ali, escutando, procurando passar um pouco de insentivo, tentando mostrar-me despreocupado em relação ao desenvolvimento da recuperação cirurgica, mas na verdade, vendo o quadro piorar a cada dia surginto uma coisa nova, febre, rejeição, infecção, pneumonia, conversando com o medico e ele dizendo que estão tentando um novo antibiótico bem mais potente, mas eu sei que eles devido a experiencia ja sabem o resultado disso tudo, ...
Fico dividido, não sei se fico ali, vendo tudo isso sem poder fazer mais nada, aproveitando esses poucos dias que ainda terei na companhia dessa a quem tanto amo, mostrando-me forte, segurando as lagrimas em sua frente ou vou embora, guardando dela esses poucos momentos de lucidez que ainda lhe resta.
Me despeço sem antes rezar junto com ela a oração que Jesus nos ensinou, e frizo no meu pensamento, seja feita a sua vontade assim na terra como no céu
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
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