segunda-feira, 23 de agosto de 2010

HISTORIAS DE ASSOMBRAÇÃO

Certa vez num dia de domingo como o de hoje, meu tio Frederico veio no fazer uma visita e depois do cafe da tarde, ainda sentados a volta da mesa o assunto descambou-se para o sobrenatural, cada um contando uma historia que tinha acontecido com eles ou ouvido de seus pais ao qual juravam de pés junto ser verdadeira.
Minha mãe lembrou-se do Sr. João Lobisomem conhecido por todos os vizinhos e pelos funcionarios do olaria de meu avô.
Disse que em uma noite de luar de sexta feira estavam todos dormindo ou tentando dormir quando os cachorros deles começaram uma latição danada la para os lados do galinheiro.
Meu avô Nico, de ante mão ja sabia do que se tratava, mas mesmo assim pegou sua espingarda e dirigiu-se para la, avistando de longe um cachorro enorme, diferente dos demais porque segundo ela o lobsomem tem as patas trazeiras bem maiores que as dianteiras.
Então meu avô atirou pra cima, só pra espantar porque como disse, ele ja desconfiava ser o João e não queria matar nem ferir o coitado que não fazia mal a ninguem, mas se não o espantasse ninguem dormiria naquela noite por causo dos latidos dos cães. Nisso ele sai correndo campo a fora, e ao passar por uma certa de arame farpado se feriu e ainda por cima entrou numa moita de caraguatá, pra quem não sabe um mato cheio de espinhos.
No dia seguinte, ta la o coitado do joão tentando justificar seus arranhões pelo corpo todo diante dos olhares incledulo dos amigos.
Meu pai, lembrou-se da vez que foram pro Parana a noite e que quase todos morreram em um acidente de carro porque meu cunhado Flavio desviou de algo que só podia ser do outro mundo fazendo com que o carro desgovernasse e só conseguindo parar depois de andar mais de 200 metros isso bem na cabeceira de uma ponte.
Era como se fosse um corpo, só o busto e a cabeça, mas seus olhos os olharam de forma assustadora, um olhar penetrante, e que foi visto pelo Flavio e minha mãe porque os restantes estavam dormindo.
Acharam que o intuito dele era esse mesmo fazer com que todos morrecem porque entrou na frente derrepente surgindo do nada ja que o local era um descampado. O Flavio, como sempre nervoso , começou a manobrar o carro e falou, agora eu acabo de vez com essa coisa, mas ai caiu em si ao perceber não ser algo desse mundo e desistindo a pedido de minha mãe e dos outros agora ja acordados depois de tanto o carro sacolejar de um lado para o outro. Sabe que ao falar nisso depois de muitos anos ainda ele se emocionava em pensar na tragedia que poderia ter acontecido. Falou que muitos desses acidentes que acontecem sem explicação pode ser uma dessas coisas assombradas, seres enviados das trevas.
Meu tio só ali escutando, quando de repente ele diz, do seu jeito que só ele mesmo tinha:
MAS QUE EGISTE, EGISTE assim com "G" e jogando o queixo pra frente, como para ter certeza que estava sendo ouvido.
Eu confesso que estranhei ele acreditar nisso que estava sendo contado, ainda mais ele, meio incledulo e fanfarrão, mas não deixou de fazer a sua graça e disse:
Se aparece um troço desse a noite no meio da rua assim como voce falou o "liga", se borra todo rsrs.
"LIGA era como ele falava quando se referia a outra pessoa.
Tenho muita saudade dessas historia, verdadeiras ou não , contadas com tanta precisão de detalhes que era dificil de não se crer.
Saudade do meu tio Frederico, meu amigão mesmo, meu pai e meu cunhado Flavio que ja não estam mais aqui com a gente, minha mãe hoje ja sem tanta memoria e misturando um pouco do passado com o presente.
Saudade daquele tempo que nós crianças ficavamos escutando e depois queiriamos ir deitar com nossos pais porque estavamos com medo da tal assombração.