sexta-feira, 29 de outubro de 2010

DIA DE FINADOS

Mais um ano se passou, e o que aprendemos sobre esse dia?
O que realmente conseguimos mudar em nossa vida nesse ano com o aprendizado que a morte nos trás?
Não sei vocês, mas eu, muito pouco mudei, apesar de ver a morte hoje de uma forma diferente a que eu via tempos atrás.
Penso que o dia de finados, alem de ser o dia em que destinamos a homenagear aqueles entes queridos que já se foram, deveria ser o marco inicial para mudanças de comportamento nossos que ficamos provisoriamente por aqui por um tempo indeterminado que pode ser anos, dias, ou horas.
Esse é o dia em que a saudade fala mais alto, lembranças dos que se foram muitos a longo tempo mas, que parece ser ontem, pessoas queridas, amigos amados que agora é que vemos o quanta falta nos faz. Como acredito que a morte é apenas uma passagem, alias, eu, e muita gente, do contrario os cemiterios não estaria cheio nesse dia de pessoas rezando e acendendo velas, chorando a saudade dos que ser foram mas que continuam vivos em outra dimensão. e sabemos que o nosso dia certamente chegará, como se diz o ditado ninguém ficará pra semente, não seria a hora de pensar, porque tanta ganância ? Porque tanta magoa acumulada muitas vezes por coisas materiais se nos sabemos que nada será levado daqui?
Fico imaginando, eu depois de morto vendo que deixei de aproveitar tantos momentos bons enquanto era vivo, com mocidade e saúde para que, se tudo o que acumulei deixei na terra?
Vocês podem estar pensando, mas temos que pensar no futuro de nossos filhos e netos assim como nossos pais sempre pensaram em nos ?
Claro que sim, ninguém esta falando em atirar dinheiro pela janela, mas também ensinar os seus dependentes a serem sovinas, gananciosos com certeza não é um bom exemplo.

Nem oito nem oitenta, penso que o melhor que poderemos deixar a nossos dependentes, é primeiro, um bom exemplo, depois, estudos, ensinar-lhes a viver de maneira simples sem ostentação, pois assim fica mais facil viver. Ensinar-lhes a dividir um pouco pelo menos do superfluo com os menos favorecidos pela sorte .
Quando nosso espirito chegar ao lugar a ele destinado, as coisas serão vistas de maneira tão diferente, tanta briga, tanta luta, tanta mesquinharia pra que, se tudo ficou aqui, e não sabemos se será bem aproveitado por nossos decendentes.
Penso que viver é uma grande ilusão, e que somos como crianças que por mais que saibamos onde estão os erros não conseguem se livrarem deles.
Enquanto estamos vivos, ainda há tempo de mudanças.
Hoje dia dos mortos, mas tambem dos vivos não se sabe ate quando, olharem de frente essa realidade por nos muitas vezes mostrada, mas que não queremos ver.
Pensem nisso, assim como eu também vou pensar.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

RECORDAÇÕES DOS LUGARES ONDE CRESCI

Nasci e passeia a minha infância no Bairro do Morumbi, hoje lembrado como sinônimo de status, de lugar de pessoas com um poder aquisitivo alto, mas também o bairro onde esta situada a segunda maior favela de São Paulo a favela do Paraisópolis e muitas outras que convivem entre edifícios luxuosos e mansões.
Meus avós mudaram-se para a atual Rua Itapaiuna, por volta de l933, onde construíram uma olaria, bem em frente onde agora existe um Condomínio de Alto padrão, na época uma plantação de eucaliptos.O nde hoje corre uma galeria de águas poluídas antes era um córrego de água limpa em que minha avó lavava roupas e eu anos mais tarde junto com meus amigos, brincávamos nos dias quentes. Esse córrego fazia divisa entre as propriedades de nossa família e vizinhos e o atual condomínio.
Era nessa parte plana que ficava nos fundo de nossas casas que eu e meus colegas passávamos a maior parte do dia, jogando bola em um campo improvisado, empinando quadrado, como nos chamávamos os pipas, montando em cavalos sem sela, e sem permissão do dono. Nossas brincadeiras eram típicas de crianças do interior, mesmo porque não tínhamos brinquedos, então nos mesmo construíamos os nossos com lata de óleo de cozinha ou leite em pó usada, e caixas de sapato.
Quando não estávamos no campo, estávamos na rua que ainda era de terra, e como
muito pouco carro passava durante o dia nos jogávamos taco, que era feito de bambu, aproveitando parte de sua raiz.
Morumbi, mais precisamente, Panamby, era um lugar pode-se dizer retirado porque o Rio Pinheiros dividia em duas partes a população, de um lado do rio , mais populosa, com pouca vegetação e do outro, grandes áreas verdes cortada por uma ruazinha de casas humildes como era as nossas.
Onde agora e o Parque Burle Marx, antes era uma grande propriedade do Sr.Baby Pignatari, fazendo divisa com o Colégio Porto Seguro, era uma grande plantação de mandioca, em seguida uma granja de galinhas.
Do outro lado da rua, depois da fileira de casinhas, situa-se o jardim Sul, um grande loteamento da Camargo Correa, que no tempo em que eu era criança esteve muito tempo abandonado, com suas ruas com grandes valas feitas pela enxurrada das chuvas que escorriam ladeiras a baixo
onde eu e meus amigos descíamos com nosso carrinho de rolemã, no meio fio tendo do lado direito a guia, e do esquerdo uma vala e mais de 3 metros de profundidade.
Esse loteamento é cortado ao meio pela Av.Giovanni Gronchi, na minha infância, uma avenida asfaltada só em uma parte e sem movimento, coisa inacreditável agora.
Muitas pessoas de minha idade ou menos devem lembrar-se da fabrica de bolos Pulman, que foi demolida para dar lugar ao Carrefour, lembrar-se da Fabrica de Baterias Presto on lyte que tinha onde e outro Carrefour esse no terminal de Ônibus e Metro, lembrar-se da garagem da Empresa São Luiz, hoje concessionária de automóveis
Lembrar-se da Fabrica de Oleados Plínio Rodrigues Dias, onde foi meu primeiro emprego, desapropriada para dar passagem a Av.João Dias, com seus viadutos e onde hoje e uma grande praça chamada Alceu Amoroso Lima;
Lembrar-se da Capelinha de N.S da Penha, onde muitos Santamarense vinham participar das quermesses e procissões e onde eu ajudava a missa como coroinha, construída no lugar do Extra.
E.ra uma capelinha branca com uma pequena torre, com portas e janelas azuis, tendo em frente um cruzeiro e cercada por coqueiros, muito bonita, uma pena ter sido demolida.
Estou escrevendo isso, para quem sabe um dia alguns de meus netos lerem e ver como era diferente tanto a paisagem atual como o tipo de vida que vivem, das que eu e as pessoas de minha idade viveram sem duvida mas sempre muito feliz, não reclamo da falta de dinheiro que tínhamos, nem tão pouco da falta de conforto, espero que eles também sejam como eu, feliz e agradecido a Deus pelo que tem, na verdade tenho hoje muito mais do que sonhava ter, e muito mais do que preciso pra viver, embora não seja rico, o que eu quero agora, o dinheiro não compra e nem nunca comprou, é a felicidade de minha família que é e sempre será o meu maior tesouro

sábado, 9 de outubro de 2010

FERIADO PROLONGADO

Caramba, esta chegando mais um feriado dia 12 de outubro, e como vai cair numa terça feira, poderiamos aprovoveitar e emendar com o fim de semana e fazer uma
pequena viajem com meus filhos e netos.
Sou o tipo de pessoa que não gosta de passear com pouca gente, porque pra mim o que vale no passeio não é so os lugares diferentes, gosto de brincar, fotografar com amigos e depois comentarmos o que aconteceu de bom na viajem.
Mas aí e que esta o problema, eu quero sair, mas começo a pensar no transito insuportavel que se forma a cada feriado prolongado, parece que todos teem a mesma ideia minha, querem ir para o mesmo lugar, sem contar que meus filhos não veem a hora desses dias poderem ficar em casa, pois ja estão cansados de tanto dirigirem, tanto no trabalho, como no leva e tras dos filhos na escola.
Melhor mesmo é ficar em casa, ler e dormir...