segunda-feira, 16 de julho de 2012

Vou escrever sobre historias que minha mãe contava sobre como era difícil a vida em de sua geração, por volte de 1930, talvez um dia algum dia um neto ou neta leiam e valorizem um pouco mais seus antepassados. Disse que minha Nona, (era assim que chamávamos minha biza vó Dna Deolinda , italiana baixinha, mas valente quando nos referíamos a mãe de meu avô paterno) Ela costumava a vir buscar lenha numa distancia de quase um km para poder cozinhar, tendo que atravessar o Rio Pinheiros na época raso e limpo em um barco que meu avô mantinha em sua margem no qual transportava areia do seu leito para ser usada em construções e no seu olaria na confecção de tijolos. Vinha caminhando junto com as netas ainda criança, cortava, tirava os espinhos pois pra quem não sabe a mata nativa que compunha a orla do rio proxima a ponte João Dias era de espinho e dava uma flor branca, cheirosa, isso numa época do ano. Fazia pequenos feixes amarrados com cipó e ia levando aos poucos para sua casa. Esperava seca-los enquanto usava os que havia preparado antes e depois colocava no fogão junto de madeiras maiores pra pode manter o fogo aceso. Fico pensando, como os filhos, entre eles meu avô deixavam uma senhora de idade passar por tudo isso tendo um Olaria com carroças e burros? Era só penso que de quinze em quinze dias levar uma carroça cheia e sua mãe não necessitaria tanto esforço. Como no tempo de hoje consentiríamos uma senhora ja de idade levar nossos filhos com certeza descalços pois era assim que eles andavam no meio do mato, entrar em um barco, grande, pesado demais para os braços ja enfraquecidos. Só por Deus mesmo foram criados... Agora é so um click e pronto o fogo a gaz esta aceso.

Um comentário:

  1. Muito "DEZ" garoto.
    Já pensou, daqui uns trinta ou 50 anos e até mais...algum neto ou bisneto ler este texto?
    É assim que se conserva uma história e que história, heim?
    Parabéns

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