terça-feira, 27 de abril de 2010

RECOMEÇO

Recomeço...


Um dos maiores presente que Deus nos deu foi o poder de recomeçar. Um presente muito valioso mas que pouco sabemos aproveitar e agradecer da maneira que deveria ser grato, assim como cada dia que amanhece é um recomeço deveriamos aproveitar esse dia para reiniciarmos as tarefas da vida as quais ficaram mau acabadas.
Os vencedores são justamentes os que conseguiram vencer o seu orgulho proprio, deixaram de lado o sentimento de coitadinho, reconheceram que erraram pelos mais diversos motivos,reconheceram que tambem tiveram parte nessa tarefa mau acabada por um erro simples, deixaram de ser humildes, não quiseram escutar a voz de seu anjo da guarda que nos alerta de todos os perigos atraves de nossa consiencia.
Muitas vezes nossa pressa nos faz cair, nosso orgulho fala mais alto e demoramos para reconhecer que erramos, começamos a procurar mil desculpas para nosso insucesso, quando na verdade ele esta ali, bem proximo de nós, dentro de nós a razão de nossa falencia, O orgulho nos deixa cegos.
Esta em nossas mãos a decisão de recomeçar, agora com um certo aprendizado, procurando em nossos rastos deixados na areia, em qual encruzilhada que pegamos o caminho errado,aprendendo com nossos erros, juntando aqui, ou ali os pedaços, analizando o que deve ser guardado e os que devem ser esquecidos para sempre.
Voltar não quer dizer retrocesso, quer dizer aprendizado quando se aprende, e se voltamos com entusiasmo, com otimismo, com certeza que agora vai dar certo, ja é como dizia meu pai, meio caminho andado.
Podemos sim faze-lo, como um olhar de criança que para cada dia é uma novidade, mas tambem com o olhar de um adulto que como se diz, ja assisti esse filme e não quero passar por isso outra vez. Esta em nosso poder essa decisão, ou então, passarmos a ser uma pessoa, amarga, dessas que conhecemos que se acham os azarões da vida, que pra ela nunca da nada certo, ja nasceram predestinada a sofrem, primeiro de falta de coisas materias e com o tempo devido seu temperamento, falta de saude tambem, acusando a ma sorte, a falta de oportunidade, e por fim a Deus por tudo o que de mau que lhe acontece, sendo justamente Ele que quer o melhor para todos nós.
Uma das maiores prova disso é a reencarnação, pois é atraves dela que recomeçamos, que seria de nós se ela não existisse, certamente estariamos sentenciados a queimarmos no fogo do inferno, pois quem de nós ja se acha apto a ir para o ceu.
Para terminar gostaria de escrever uma frase de uma pessoa a quem tenho muito orgulho. Presidente Juscelino Kubistcheck,
O OTIMISTA PODE ERRAR, MAS O PESSIMISTA JA COMEÇA ERRANDO

sábado, 24 de abril de 2010

DIA DE SÃO JORGE


Hoje é dia de Sâo Jorge, santo guerreiro, cultuado em varias religiões, dizem até que pode ser visto na lua montado em seu cavalo branco matando o dragão com sua lança.
Mas hoje tambem comemoro o aniversario de meu pai, homem guerreiro, mas ao contrario de São Jorge, nunca andou armado, muito pelo contrario era como eu avesso a armas, preferia o dialogo ao inves do confronto.
Quem o conheceu pode afirmar o que eu disse, ele era sempre aquele que encontrava uma palavra de apoio, tinha sempre uma historinha pra contar ilustrando o que queria dizer, fazendo com que a pessoa se sentisse desestimulada a persistir na discussão, a abandonar a ideia de vingança.
Hoje ele estaria completando 92 anos, mas a quinze não esta mais com a gente em corpo presente. Sei que é dificil entender o que eu vou escrever, mas estou feliz por ter nos deixado. seria dificil ve-lo velhinho carregando todo o peso da idade, pois quem ama realmente, quer ver o ser amado feliz, não importa a distancia, do contrario seria egoismo.
Fico muito contente porque sempre que seu nome é mencionado, todos falam somente bem dele, tanto parentes, como vizinhos, sempre lembram de um causo que ele contou, e quase todos tem um ensinamento.
Agradeço a Deus por sua companhia, pois sei que o pouco que sou devo muito a ele, hoje vejo o quanto ele era sábio tendo estudado tão pouco, só ate o terceiro ano primario e foi quem ensinou meu avo a ler...Todos os dias, lembro-me de alguma frase que ele dizia, simples mas de uma lição profunda, a qual sempre que posso repasso para meus filhos.
Tenho tanta saudade de ve-lo sentadinho no sofa da minha casa, pernas cruzadas, ouvindo eu cantar e as vezes cantando comigo, musicas antigas do seu tempo de mocidade.
Acredito que como São Jorge ele tambem continua a me proteger de onde estiver, usando uma arma que ele sempre usou muito bem que era a palavra edificante, carinhosa, de estimulo, coragem , carinho e amor.
PARABENS MEU PAI e ate um dia...

quinta-feira, 8 de abril de 2010


Quando a alguns anos atras entrei para essa comunidade do Orkut, meu objetivo era ampliar meu leque de amigos, me relacionar com pessoas de personalidades diferente, de poder de vez em quando rever nem que fosse em fotos amigos de infancia, de poder dividir tambem um pouco da minha privacidade com cada um deles.
Hoje vejo que foi uma boa ideia porque sinto superado esse objetivo, tenho mais de 140 amigos e hoje um dia após meu aniversario vejo que mais de um terço deles lembraram-se de mim.
Para muitos isso não pode ser uma grande coisa, mas para mim é, e como digo sempre a felicidade e feita de pequenas coisas no nosso dia a dia isso para mim foi muito importante.
Agradeço a Deus por ter me dado mais um ano de vida com saúde, por tudo o que tenho pois sou um homem muito rico,talvez mais rico do que Eike Batista, Abilio Diniz e Antonio Ermirio juntos pois não preciso de mais nada de material.
O que preciso so Deus pode me continuar me dando, essa felicidade estampada nessa foto, uma parte proporcionada por voces meus amigos.
Minha vontade era poder fazer uma grande festa e abraçar a cada um de voces, inclusive alguns que nunca vi pessoalmente mas que hoje considero meu amigo.
Um grande abraço a todos

terça-feira, 6 de abril de 2010

O HOMEM NÃO NASCE PRONTO


O homen não nasce pronto, o que nasce pronto é a geladeira, o carro o computador, ou seja as maquinas de uma maneira geral, mas como o homem e uma mistura de maquina com alma, o ser pensante que o habita,senão seria apenas um robô, para que não envelheça e preciso que se renove, se atualize todos os dias.
Conheço, e voces tambem devem conhecer velhos de vinte e poucos anos, pessoas de pouca idade mas com pensamentos e ações de um idoso... Ranzinza, teimoso, mal humorado, vive lamentando da vida, achando defeito em tudo, censurando os outros, seu assunto preferido é falar em doenças, criticar e ser do contra em tudo nunca apontando sua opinião para tornar-se melhor segundo sua opinião.
Mas tambem conheço jovens, com mais de setenta anos, que da prazer em estar em sua companhia, sempre alegre, gosta de viver, de viajar, de cantar de dançar, esta sempre com um sorrizo no rosto e faz sorrir tambem quem esta em sua companhia.
É sempre o mais animado nos passeios, nas festinhas, o topa tudo, levam a vida sempre numa boa não temem ser chamado de ridiculo, porque na verdade não esta nem aí para a opinião dos outros.
Pessoas como essas não envelhecem nunca embora sua maquina que é seu corpo aparentem cansaço, geralmente muito menos do que a idade real que elas tem, porque alem deles cuidarem da mente, cuidam do corpo graças ao seu tipo de vida que os fazem achar prazer em se exercitar.
Li uma vez que muito poucos vivem integralmente o que era pra ser vivido de acordo com objetivos traçados por Deus, somos todos de certa forma um pouco suicidas graças a toda sorte de abusos que sujeitamos nosso corpo, como toda as coisas da natureza ele tambem reagem e se adaptam as condições a ele inflingidas, encurtando assim suas horas de vida.
Dessa forma, agradeço a Deus cada dia de vida que tive, cada dia que ainda terei, vejo em cada amanhecer a oportunidade de um recomeço, um dia a mais para mim poder aprender algo de novo, conhecer pessoas e lugares que ainda não conheci.

domingo, 28 de março de 2010

MINHA AVÓ MARIQUINHA" que saudades"


Sou do tempo em que as mães deixavam seus filhos aos cuidados das avós para poderem trabalhar e ajudar nas despesas da casa, dessa forma minha avó Maria, chamada carinhosamente por Mariquinha foi no sentido da palavra a minha segunda mãe.
Graças a ela minha mãe podia ir trabalhar na feira sem tantas preocupações porque sabia que estando com ela eu e minha irmã eramos muito bem cuidados, talves melhor do que por ela....
Lembro-me muito bem do seu jeito simples ao falar, ela era analfabeta como muitas da sua idade., mas sabia fazer contas com os dedos, e dificil de ser enganada.
Mulher sofrida que criou seus oito filhos sozinha com muito sacrificio e dignidade porque meu avô morreu muito cedo, era mais um daqueles que encontrou no alccol o motivo para se divertir e passar o seu tempo nos finais de semana a principio depois passou a beber durante a semana toda.
Eu era o xodo dela como dizia, era como um filho caçula não a abandonando pra nada.
Recordo com saudade do fogão de lenha enorme, onde eu subia para me aquecer em dias de frio e tambem para por pra assar um bolinho de carne moida na chapa que sempre comia antes da refeição estar pronta , ela fazia dois um pra mim outro pra ela, lembro do coador de pano que ficava em um suporte em cima dele.
Fecho os olhos e parace que ainda estou vendo apesar de tanto tempo ter passodo minha avó varrendo seu quintal com uma vassoura de guanxuma como ela chamava. Sua casa ficava ao lado de um pé de jatoba o qual trocava de folhas constantemente fazendo com que seu quintal precisasse ser varrido quase todos os dias, eu ao seu lado aguardando o momento de ascender a fogueirinha com as folhas secas...
Apesar de tantas dificuldades ela comprava a prestação todos os anos uma cesta de natal " Amaral", a qual era aberta na noite de Natal na presença de todos os filhos e netos reunidos com ansiedade na sua sala que ainda tinha piso de tijolos.
Aos domingos sua casa virava um cinema, porque apesar de ela ser pobre era uma das poucas que tinha televisão, então os vizinhos vinham assistir os filmes Bonanza, o circo do Arrelia, o Homem de Virginia, o Fugitivo e outros todos em preto e branco, a TV colorida ainda não tinha sido inventada e como o lugar era baixo cercado de morros, era um tal de meus tios subirem no telhado pra acertar a antena todas as vezes
.Meu tio Mario, ja falecido, uma vez fez cha mate, colocou em uma garrafa e com uma cordinha desceu no fundo do poço que fica a poucos metros da casa para gelar... Geladeira... era coisa de luxo, e a gente em volta do poço perguntando a cada dez minutos, ja ta bom tio ?.Hum!!! que coisa mais gostosafoi tomar aquele cha, principalmente pela ansiedade da espera e por ser pouco para poder dividir. Vez ou outra, minha avó comprava uma pedra de gela, raspava com a colher e colocava groselha, fazia assim o que ela chama de raspadinha, aquilo era uma festa para nós, fez isso tambem varias vezes em dias de chuva de granizo.
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No dia de São João, era feito uma grande fogueira, no quintal enfeitado com bandeirinhas, e depois do terço era servido o quentão, o doce de abobora a pipoca alem de soltarmos balões na epoca não nos preocupavamos onde ele ia cair, veja se pode isso...A reza parecia interminavel tamanha era a vontade de voltar ao quintal soltar as bombinhas e se deliciar com as comilanças
.Tenho muita saudade desse tempo de criança, das brincdeiras, das pessoas, do jeito simples que viviamos, com pouco dinheiro mas muito felizes.
Falo sempre, eu tive avó, porque as duas minhas eram mesmo avós no sentido da palavra.
Amavam seus netos, brigavam por eles, não mediam sacrificio para agrada-los, deixavam de comprar coisas necessarias pra elas pra comprar para seus netos, despidas de vaidade., vestidas com simplicidade, cabelos cumpridos e brancos, rosto vincados pelas rugas do tempo, mostrando em cada uma delas as preocupações que com certeza tinha e não falavam a ninguem...
Minha avó Mariquinha, receba hoje e sempre o meu abraço, a minha gratidão, e se possivel, receba-me em seus braços no dia em que eu for ao seu encontro.

sexta-feira, 5 de março de 2010

COMO ERA BOM MEUS DOMINGOS...

Não que seja ruim meus finais de semana, muito pelo contrario, é que os domingos de minha infancia eram muito direntes dos de hoje, pois passavamos quase todos eles na casa de meus avos paternos. Apesar de nossas visitas serem frequentes, eramos recebidos por minha avó com uma comemoração dessas que se faz quando a muito tempo não se via, tamanha a felicidade dela.
Eu pegava sua mão e dava um beijo, e ela dizia: Dios que lo bem diga, meu lindo. Minha mãe após os cumprimentos ia pra cozinha juntar-se com as cunhadas pra ajudar a preparar nosso almoço, meu pai ia pra sala onde meu avô Elias ja estava com o baralho nas mãos aguardando pra jogarem junto com meus tios. Jogavam a tarde toda, mas sempre so por diversão porque meu avô dizia que não devemos jogar nem valendo um palito de fosforo. Eu e minha irmã, Ana Maria, corriamos brincar com meus primos. Brincadeira era o que não faltava, queimada, peteca, cobra cega, esconde- esconde e quando era epoca junina, faziamos balão com papel de seda e iamos pegar tocos de vela em um cruzeiro proximo a casa de meus avos. Quando chovia, nós ficavamos ansiosos para que parace pra poder sair na rua colocar barquinhos de papel na enchurrada que descia rua abaixo na epoca ainda de terra. Era uma correria dentro e fora da casa, mas quando a gente passava da conta meu avô dizia, "Hêla, Hêla," e pronto ja estava nossa avó nos socorrendo dizento num castelhano corrido, deixa los niños brincarem...e passavam a discutir entre eles cada vez mais rapido e nos muito pouco entendiamos, ainda bem rs; Lembro que certa vez, bati a cabeça em um daqueles soldadinhos de ferro que se usava pra manter a veneziana aberta e sai chorando ao encontro de minha avó, que certamente teria o remedio. Ela pegou um pouco de sal, molhou na saliva, colocou no galo enorme e apertou com o cabo da colher, pronto ja esava medicado, em seguida chegou meu primo Mauricio com o pedaço de ferro na mão, eu havia quebrado com a testa. Assim nosso domingo passava rapidinho e quando a noite chegava era hora de entrarmos todos, doze pessoas, dentro do Aero Willys de meu tio Frederico, ainda bem que não existia cinto de segurança nessa epoca , e em alguns minutos estavamos na porta de casa.
É claro que adoro meus fins de semana quando minha familia almoça comigo, chego a lembrar um pouco da minha infancia vendo meus netos fazendo barulho como faziamos,mas não posso deixar de gostar dos domingos da minha infancia, distante no tempo mas presente em minha memoria, e ter saudade das pessoas que hoje não posso mais ve-las.
Aiii que saudade da minha avó Sophia !!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Existem pessoas que passam pela vida da gente que nos deixa marca, um vazio quando se vão dificil de ser preenchidos. Hoje vou escrever sobre uma delas minha tia Eva.
Sempre nos damos muito bem, mas o que mais me cativava era o jeito com que ela tratava meus filhos, sempre comparecendo nas festinhas de aniversario, podia estar chovendo que ela dava um jeitinho de vir trazendo um presente para o aniversariante e outro pro irmão para não ficar triste como ela dizia. O tempo passou, meus filhos cresceram, casaram-se, os netos vieram , e la estava ela fazendo para os meus netos o mesmo que fazia para os meus filhos. Só pra voces terem uma ideia, certa vez, ela pediu pra mim passar em sua casa que tinha algo pra nos dar, fui direto do trabalho, e sabe o que era? Uma penca de banana e uns pes de alface de sua chacara...
Ja com uma certa idade, debilitada pela recente cirurgia que fez em seu coração, não passava uma semana que nos não nos falasse varias vezes por telefone a noite e isso por um bom tempo.
Fazem mais de três anos que ela se foi, como sinto falta de nossas prosas no telefone... Banana e verduras se acha em todo lugar, mas carinho, vontade de agradar, amizade igual a essa , isso não tem pra vender.
Resolvi escrever isso, como forma de agradecimento, e para mostrar, que são com pequenos gestos como esses que fazem toda a diferença em nossa vida