Hoje minha mãe regressou a sua casa depois de ter ficado 29 dias internada.
Pergunto, Qual a finalidade de um ser humano com uma idade avançada, a saude fragilizada precisar passar por tantos sofrimentos depois de ja ter vivido uma vida inteira de maneira correta e exemplar, de ter se dedicado toda sua vida em razão de sua familia, seus filhos, netos e agora os bisnetos?
Acredito que nada nos acontece em vão, que ninguem passa o que não precisava passar, do contrario Deus seria injusto, então chego a conclusão que quem precisava passar por isso tambem sou eu, pois nesses dias que ela estava correndo risco de vida, que eu me vi na eminencia de perde-la, senti que embora eu sempre soubesse que um dia isso iria acontecer mas quando esse dia vai chegando eu não me senti preparado para tamanha perda. Conheci um outro lado de minha mãe, fragil, dependente, mais amorosa do que nunca para comigo e com sua familia, não que tenha se tornado uma santa, afinal nesse planeta não conheço ainda nenhum.
Estava acostumado a ve-la uma pessoa altiva, mandona, que detestava ser contrariada, uma catolica fervorosa que não deixava de rezar mas não pensei que tinha tanta espiritualidade, tanto conhecimento sobre o outro lado da vida, a maneira como ela interpleta a vida e a morte.
Pude notar o quanto ela e desligada em razão a sua vida pois, aceitava e queria mesmo partir pra juntos dos seus entes queridos que ja se foram, falava sem um minimo de arrependimento, embora sua cabecinha ja estivesse um pouco confusa, dava-se para notar uma lucidez incrivel no que ela me falava.
Falou para eu não chorar a sua partida porque ela tinha mais pessoas queridas dela lhe esperando do outro lado do que aqui hoje com ela.
Que eu deveria chorar se eu durante minha vida a tivesse maltratado, se eu fosse um bandido, aí sim eu teria motivos para chorar.
Chegou a passar dois dias assim, intercalando despedidas com musicas por ela cantadas em sua voz fraca mas afinada, isso durante o dia e noite, um repertorio variado de musicas cantadas em missas e procissões a samba, e musicas sertejas.
Um dia, passou mau, os medicos disseram que o estado era grave, nesse dia era minha filha que estava com ela, que deu a noticia chorando .
Foram dias difíceis, cheguei a pensar em não mais voltar ao hospital por saber que não consegueria segurar o choro em sua presença e isso não lhe faria bem.
Hoje, ela em sua casa, sendo recebida por seus bisnetos que a dias não a viam ela ficou tão feliz que bebeu café sentadinha na cadeira de rodas sem precisar ninguem lhe ficar forçando a beber, coisa que ela ultimamente nem agua queria tomar.
Agradeço aos medicos e enfermeiros tanta dedicação para com ela, a paciencia com a cantora que com seu canto parecia querer passar uma mensagem de que estava feliz com seu destino fosse o qual fosse o desfecho escolhido por Deus para o seu caso mesmo que seu canto fosse cortado muitas vezes com agulhadas em seus pes, como ela mesmo falava
AGRADEÇO A DEUS, POR TUDO, NÃO SEI QUANTO TEMPO ELA FICARA COMIGO OU EU COM ELA, MAS TENHO CERTEZA DE UMA COISA,
"NÃO ESTAMOS AQUI POR ACASO ENCARNADOS MEMBROS DESSA FAMILIA APENAS POR UMA UNICA VEZ, UM AMOR ASSIM COMO O NOSSO É ETERNO".
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
CONVERSA DE MEDICO
Mais um dia que volto do hospital com a mesma sensação de fracasso , que é a impossibilidade de traze-la para casa, pois sei que infelismente sinto seu estado de saude ir pioando dia a dia, vejo nas resposta evasivas dos médico, querendo esconder o que acho que ja sabem devido a tantos anos fazendo a mesma coisa, vendo pacientes chegarem no mesmo estado que ela chegou e irem piorando ate o desfecho final, mesmo assim fazem de tudo para dar uma esperança, que aos poucos vai se acabando juntamente com vontade de viver do paciente apos tantos dias de internação. Quando questionado o porque de não surtirem efeitos as tentivas ate agora realizadas, a cirurgia, o tratamento com antibioticos mais fortes, parecem ja terem uma formula decorada, a idade não ajuda, e que isso pode mesmo acontecer, mas estão aguardando o resultado de um tal exame para saberem como proceder daí em diante , vão assim mais uma vez nos dando uma esperança a que nos apegamos no principio como uma pessoa se afogando pega uma boia, mas como o passar dos dias vemos que foi apenas mais uma desculpa para justificar o fracasso diante do inevitavel que eles apesar de muito fazerem não teem todo esse poder, e nós como sempre deixamos nas mãos de quem tudo pode Deus.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
UM DIA NO HOSPITAL
Como é longo o dia em que passamos em um hospital...
Se é longo para o acompanhante, com certeza para paciente é muito mais, pois é ele que esta nesse momento dependente de tudo e todos, ali, feito uma criança carente, envolto a aquele clima , aquela movimtentação constante de medicos, enfermeiros, pessoal da limpeza e enventualmente um ou outro parente que vem visita-lo, ele, ou o seu acompanhante de quarto, que nesse momento por estarem no mesmo barco sentem-se irmanados. Trocam pequenas conversas, falam da familia, da doença, da vontade de ir para sua casa o mais rapido possivel.
E eu, ali, escutando, procurando passar um pouco de insentivo, tentando mostrar-me despreocupado em relação ao desenvolvimento da recuperação cirurgica, mas na verdade, vendo o quadro piorar a cada dia surginto uma coisa nova, febre, rejeição, infecção, pneumonia, conversando com o medico e ele dizendo que estão tentando um novo antibiótico bem mais potente, mas eu sei que eles devido a experiencia ja sabem o resultado disso tudo, ...
Fico dividido, não sei se fico ali, vendo tudo isso sem poder fazer mais nada, aproveitando esses poucos dias que ainda terei na companhia dessa a quem tanto amo, mostrando-me forte, segurando as lagrimas em sua frente ou vou embora, guardando dela esses poucos momentos de lucidez que ainda lhe resta.
Me despeço sem antes rezar junto com ela a oração que Jesus nos ensinou, e frizo no meu pensamento, seja feita a sua vontade assim na terra como no céu
Se é longo para o acompanhante, com certeza para paciente é muito mais, pois é ele que esta nesse momento dependente de tudo e todos, ali, feito uma criança carente, envolto a aquele clima , aquela movimtentação constante de medicos, enfermeiros, pessoal da limpeza e enventualmente um ou outro parente que vem visita-lo, ele, ou o seu acompanhante de quarto, que nesse momento por estarem no mesmo barco sentem-se irmanados. Trocam pequenas conversas, falam da familia, da doença, da vontade de ir para sua casa o mais rapido possivel.
E eu, ali, escutando, procurando passar um pouco de insentivo, tentando mostrar-me despreocupado em relação ao desenvolvimento da recuperação cirurgica, mas na verdade, vendo o quadro piorar a cada dia surginto uma coisa nova, febre, rejeição, infecção, pneumonia, conversando com o medico e ele dizendo que estão tentando um novo antibiótico bem mais potente, mas eu sei que eles devido a experiencia ja sabem o resultado disso tudo, ...
Fico dividido, não sei se fico ali, vendo tudo isso sem poder fazer mais nada, aproveitando esses poucos dias que ainda terei na companhia dessa a quem tanto amo, mostrando-me forte, segurando as lagrimas em sua frente ou vou embora, guardando dela esses poucos momentos de lucidez que ainda lhe resta.
Me despeço sem antes rezar junto com ela a oração que Jesus nos ensinou, e frizo no meu pensamento, seja feita a sua vontade assim na terra como no céu
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
MINHA MÃE

Estou aqui, envolvido em sentimentos de tristeza, sentindo-me incapaz de fazer alguma coisa para a pessoa que sem duvida sempre me amou, mesmo antes de nascer, minha mãe.
Sinto-me perdido em pensamentos, relembrando tantos momentos que passamos juntos, volto ao passado, me vejo ainda criança correndo para não levar umas palmadas por alguma travessura que fiz, vou mais alem, vejo a alegria em seus olhos no dia do nascimento de seus netos, mas tambem, recordo a tristeza quando meu pai partiu para outra dimensão e ela senti-se sem o companheiro de quase 50 anos, sabendo que daquele dia em diante seria mais dependente dos filhos.
E hoje, com quase 82 anos, mesmo com a memoria fraca, sei que o amor dela por mim nada mudou, sei que sem exitar trocaria sua vida por mim,por minha irmã, ou por qualque neto ou bisneto dela. Hoje, ela na UTI de um hospital e eu sem saber o que fazer, como gostaria que ela ficasse boa, que voltasse para casa para tomarmos nosso cafe da tarde com sempre temos feito ultimamente, mas acho que não tenho o direito de pedir a Deus mais nada, afinal ele sempre me deu mais do que mereci.
Como pedir a Ele, para ela conviver com a gente mais uns anos, sofrendo, sentindo dores talves sem uma perna,tanto sofrimento apenas para nos satisfazer, sendo que do outro lado d vida, existem muitos entes queridos que ja partiram, amigos, que estão ansiosos para poder revela, abraça-la e apoia-la nessa passagem.
Nesse momento, estou chorando, como sempre fiz, por mim, não por ela pelo meu egoismo, por saber que estou perdendo aos poucos as pessoas que mais me amam e nada posso fazer pois sei que é coisa que todos nos passaremos, mas choro de saudade antecipada, dela, do meu pai, meus queridos avos e tios, mas graças a fé que eu tenho sei que um dia nos encontraremos, pode levar anos, meses ou dias, com a permição de Deus nos encontraremos, e se for permitido mais uma vez retornaremos na mesma familia e seremos como sempre fomos muito felizes, e envelheceremos juntos.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
DIA DE FINADOS
Mais um ano se passou, e o que aprendemos sobre esse dia?
O que realmente conseguimos mudar em nossa vida nesse ano com o aprendizado que a morte nos trás?
Não sei vocês, mas eu, muito pouco mudei, apesar de ver a morte hoje de uma forma diferente a que eu via tempos atrás.
Penso que o dia de finados, alem de ser o dia em que destinamos a homenagear aqueles entes queridos que já se foram, deveria ser o marco inicial para mudanças de comportamento nossos que ficamos provisoriamente por aqui por um tempo indeterminado que pode ser anos, dias, ou horas.
Esse é o dia em que a saudade fala mais alto, lembranças dos que se foram muitos a longo tempo mas, que parece ser ontem, pessoas queridas, amigos amados que agora é que vemos o quanta falta nos faz. Como acredito que a morte é apenas uma passagem, alias, eu, e muita gente, do contrario os cemiterios não estaria cheio nesse dia de pessoas rezando e acendendo velas, chorando a saudade dos que ser foram mas que continuam vivos em outra dimensão. e sabemos que o nosso dia certamente chegará, como se diz o ditado ninguém ficará pra semente, não seria a hora de pensar, porque tanta ganância ? Porque tanta magoa acumulada muitas vezes por coisas materiais se nos sabemos que nada será levado daqui?
Fico imaginando, eu depois de morto vendo que deixei de aproveitar tantos momentos bons enquanto era vivo, com mocidade e saúde para que, se tudo o que acumulei deixei na terra?
Vocês podem estar pensando, mas temos que pensar no futuro de nossos filhos e netos assim como nossos pais sempre pensaram em nos ?
Claro que sim, ninguém esta falando em atirar dinheiro pela janela, mas também ensinar os seus dependentes a serem sovinas, gananciosos com certeza não é um bom exemplo.
Nem oito nem oitenta, penso que o melhor que poderemos deixar a nossos dependentes, é primeiro, um bom exemplo, depois, estudos, ensinar-lhes a viver de maneira simples sem ostentação, pois assim fica mais facil viver. Ensinar-lhes a dividir um pouco pelo menos do superfluo com os menos favorecidos pela sorte .
Quando nosso espirito chegar ao lugar a ele destinado, as coisas serão vistas de maneira tão diferente, tanta briga, tanta luta, tanta mesquinharia pra que, se tudo ficou aqui, e não sabemos se será bem aproveitado por nossos decendentes.
Penso que viver é uma grande ilusão, e que somos como crianças que por mais que saibamos onde estão os erros não conseguem se livrarem deles.
Enquanto estamos vivos, ainda há tempo de mudanças.
Hoje dia dos mortos, mas tambem dos vivos não se sabe ate quando, olharem de frente essa realidade por nos muitas vezes mostrada, mas que não queremos ver.
Pensem nisso, assim como eu também vou pensar.
O que realmente conseguimos mudar em nossa vida nesse ano com o aprendizado que a morte nos trás?
Não sei vocês, mas eu, muito pouco mudei, apesar de ver a morte hoje de uma forma diferente a que eu via tempos atrás.
Penso que o dia de finados, alem de ser o dia em que destinamos a homenagear aqueles entes queridos que já se foram, deveria ser o marco inicial para mudanças de comportamento nossos que ficamos provisoriamente por aqui por um tempo indeterminado que pode ser anos, dias, ou horas.
Esse é o dia em que a saudade fala mais alto, lembranças dos que se foram muitos a longo tempo mas, que parece ser ontem, pessoas queridas, amigos amados que agora é que vemos o quanta falta nos faz. Como acredito que a morte é apenas uma passagem, alias, eu, e muita gente, do contrario os cemiterios não estaria cheio nesse dia de pessoas rezando e acendendo velas, chorando a saudade dos que ser foram mas que continuam vivos em outra dimensão. e sabemos que o nosso dia certamente chegará, como se diz o ditado ninguém ficará pra semente, não seria a hora de pensar, porque tanta ganância ? Porque tanta magoa acumulada muitas vezes por coisas materiais se nos sabemos que nada será levado daqui?
Fico imaginando, eu depois de morto vendo que deixei de aproveitar tantos momentos bons enquanto era vivo, com mocidade e saúde para que, se tudo o que acumulei deixei na terra?
Vocês podem estar pensando, mas temos que pensar no futuro de nossos filhos e netos assim como nossos pais sempre pensaram em nos ?
Claro que sim, ninguém esta falando em atirar dinheiro pela janela, mas também ensinar os seus dependentes a serem sovinas, gananciosos com certeza não é um bom exemplo.
Nem oito nem oitenta, penso que o melhor que poderemos deixar a nossos dependentes, é primeiro, um bom exemplo, depois, estudos, ensinar-lhes a viver de maneira simples sem ostentação, pois assim fica mais facil viver. Ensinar-lhes a dividir um pouco pelo menos do superfluo com os menos favorecidos pela sorte .
Quando nosso espirito chegar ao lugar a ele destinado, as coisas serão vistas de maneira tão diferente, tanta briga, tanta luta, tanta mesquinharia pra que, se tudo ficou aqui, e não sabemos se será bem aproveitado por nossos decendentes.
Penso que viver é uma grande ilusão, e que somos como crianças que por mais que saibamos onde estão os erros não conseguem se livrarem deles.
Enquanto estamos vivos, ainda há tempo de mudanças.
Hoje dia dos mortos, mas tambem dos vivos não se sabe ate quando, olharem de frente essa realidade por nos muitas vezes mostrada, mas que não queremos ver.
Pensem nisso, assim como eu também vou pensar.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
RECORDAÇÕES DOS LUGARES ONDE CRESCI
Nasci e passeia a minha infância no Bairro do Morumbi, hoje lembrado como sinônimo de status, de lugar de pessoas com um poder aquisitivo alto, mas também o bairro onde esta situada a segunda maior favela de São Paulo a favela do Paraisópolis e muitas outras que convivem entre edifícios luxuosos e mansões.
Meus avós mudaram-se para a atual Rua Itapaiuna, por volta de l933, onde construíram uma olaria, bem em frente onde agora existe um Condomínio de Alto padrão, na época uma plantação de eucaliptos.O nde hoje corre uma galeria de águas poluídas antes era um córrego de água limpa em que minha avó lavava roupas e eu anos mais tarde junto com meus amigos, brincávamos nos dias quentes. Esse córrego fazia divisa entre as propriedades de nossa família e vizinhos e o atual condomínio.
Era nessa parte plana que ficava nos fundo de nossas casas que eu e meus colegas passávamos a maior parte do dia, jogando bola em um campo improvisado, empinando quadrado, como nos chamávamos os pipas, montando em cavalos sem sela, e sem permissão do dono. Nossas brincadeiras eram típicas de crianças do interior, mesmo porque não tínhamos brinquedos, então nos mesmo construíamos os nossos com lata de óleo de cozinha ou leite em pó usada, e caixas de sapato.
Quando não estávamos no campo, estávamos na rua que ainda era de terra, e como
muito pouco carro passava durante o dia nos jogávamos taco, que era feito de bambu, aproveitando parte de sua raiz.
Morumbi, mais precisamente, Panamby, era um lugar pode-se dizer retirado porque o Rio Pinheiros dividia em duas partes a população, de um lado do rio , mais populosa, com pouca vegetação e do outro, grandes áreas verdes cortada por uma ruazinha de casas humildes como era as nossas.
Onde agora e o Parque Burle Marx, antes era uma grande propriedade do Sr.Baby Pignatari, fazendo divisa com o Colégio Porto Seguro, era uma grande plantação de mandioca, em seguida uma granja de galinhas.
Do outro lado da rua, depois da fileira de casinhas, situa-se o jardim Sul, um grande loteamento da Camargo Correa, que no tempo em que eu era criança esteve muito tempo abandonado, com suas ruas com grandes valas feitas pela enxurrada das chuvas que escorriam ladeiras a baixo
onde eu e meus amigos descíamos com nosso carrinho de rolemã, no meio fio tendo do lado direito a guia, e do esquerdo uma vala e mais de 3 metros de profundidade.
Esse loteamento é cortado ao meio pela Av.Giovanni Gronchi, na minha infância, uma avenida asfaltada só em uma parte e sem movimento, coisa inacreditável agora.
Muitas pessoas de minha idade ou menos devem lembrar-se da fabrica de bolos Pulman, que foi demolida para dar lugar ao Carrefour, lembrar-se da Fabrica de Baterias Presto on lyte que tinha onde e outro Carrefour esse no terminal de Ônibus e Metro, lembrar-se da garagem da Empresa São Luiz, hoje concessionária de automóveis
Lembrar-se da Fabrica de Oleados Plínio Rodrigues Dias, onde foi meu primeiro emprego, desapropriada para dar passagem a Av.João Dias, com seus viadutos e onde hoje e uma grande praça chamada Alceu Amoroso Lima;
Lembrar-se da Capelinha de N.S da Penha, onde muitos Santamarense vinham participar das quermesses e procissões e onde eu ajudava a missa como coroinha, construída no lugar do Extra.
E.ra uma capelinha branca com uma pequena torre, com portas e janelas azuis, tendo em frente um cruzeiro e cercada por coqueiros, muito bonita, uma pena ter sido demolida.
Estou escrevendo isso, para quem sabe um dia alguns de meus netos lerem e ver como era diferente tanto a paisagem atual como o tipo de vida que vivem, das que eu e as pessoas de minha idade viveram sem duvida mas sempre muito feliz, não reclamo da falta de dinheiro que tínhamos, nem tão pouco da falta de conforto, espero que eles também sejam como eu, feliz e agradecido a Deus pelo que tem, na verdade tenho hoje muito mais do que sonhava ter, e muito mais do que preciso pra viver, embora não seja rico, o que eu quero agora, o dinheiro não compra e nem nunca comprou, é a felicidade de minha família que é e sempre será o meu maior tesouro
Meus avós mudaram-se para a atual Rua Itapaiuna, por volta de l933, onde construíram uma olaria, bem em frente onde agora existe um Condomínio de Alto padrão, na época uma plantação de eucaliptos.O nde hoje corre uma galeria de águas poluídas antes era um córrego de água limpa em que minha avó lavava roupas e eu anos mais tarde junto com meus amigos, brincávamos nos dias quentes. Esse córrego fazia divisa entre as propriedades de nossa família e vizinhos e o atual condomínio.
Era nessa parte plana que ficava nos fundo de nossas casas que eu e meus colegas passávamos a maior parte do dia, jogando bola em um campo improvisado, empinando quadrado, como nos chamávamos os pipas, montando em cavalos sem sela, e sem permissão do dono. Nossas brincadeiras eram típicas de crianças do interior, mesmo porque não tínhamos brinquedos, então nos mesmo construíamos os nossos com lata de óleo de cozinha ou leite em pó usada, e caixas de sapato.
Quando não estávamos no campo, estávamos na rua que ainda era de terra, e como
muito pouco carro passava durante o dia nos jogávamos taco, que era feito de bambu, aproveitando parte de sua raiz.
Morumbi, mais precisamente, Panamby, era um lugar pode-se dizer retirado porque o Rio Pinheiros dividia em duas partes a população, de um lado do rio , mais populosa, com pouca vegetação e do outro, grandes áreas verdes cortada por uma ruazinha de casas humildes como era as nossas.
Onde agora e o Parque Burle Marx, antes era uma grande propriedade do Sr.Baby Pignatari, fazendo divisa com o Colégio Porto Seguro, era uma grande plantação de mandioca, em seguida uma granja de galinhas.
Do outro lado da rua, depois da fileira de casinhas, situa-se o jardim Sul, um grande loteamento da Camargo Correa, que no tempo em que eu era criança esteve muito tempo abandonado, com suas ruas com grandes valas feitas pela enxurrada das chuvas que escorriam ladeiras a baixo
onde eu e meus amigos descíamos com nosso carrinho de rolemã, no meio fio tendo do lado direito a guia, e do esquerdo uma vala e mais de 3 metros de profundidade.
Esse loteamento é cortado ao meio pela Av.Giovanni Gronchi, na minha infância, uma avenida asfaltada só em uma parte e sem movimento, coisa inacreditável agora.
Muitas pessoas de minha idade ou menos devem lembrar-se da fabrica de bolos Pulman, que foi demolida para dar lugar ao Carrefour, lembrar-se da Fabrica de Baterias Presto on lyte que tinha onde e outro Carrefour esse no terminal de Ônibus e Metro, lembrar-se da garagem da Empresa São Luiz, hoje concessionária de automóveis
Lembrar-se da Fabrica de Oleados Plínio Rodrigues Dias, onde foi meu primeiro emprego, desapropriada para dar passagem a Av.João Dias, com seus viadutos e onde hoje e uma grande praça chamada Alceu Amoroso Lima;
Lembrar-se da Capelinha de N.S da Penha, onde muitos Santamarense vinham participar das quermesses e procissões e onde eu ajudava a missa como coroinha, construída no lugar do Extra.
E.ra uma capelinha branca com uma pequena torre, com portas e janelas azuis, tendo em frente um cruzeiro e cercada por coqueiros, muito bonita, uma pena ter sido demolida.
Estou escrevendo isso, para quem sabe um dia alguns de meus netos lerem e ver como era diferente tanto a paisagem atual como o tipo de vida que vivem, das que eu e as pessoas de minha idade viveram sem duvida mas sempre muito feliz, não reclamo da falta de dinheiro que tínhamos, nem tão pouco da falta de conforto, espero que eles também sejam como eu, feliz e agradecido a Deus pelo que tem, na verdade tenho hoje muito mais do que sonhava ter, e muito mais do que preciso pra viver, embora não seja rico, o que eu quero agora, o dinheiro não compra e nem nunca comprou, é a felicidade de minha família que é e sempre será o meu maior tesouro
sábado, 9 de outubro de 2010
FERIADO PROLONGADO
Caramba, esta chegando mais um feriado dia 12 de outubro, e como vai cair numa terça feira, poderiamos aprovoveitar e emendar com o fim de semana e fazer uma
pequena viajem com meus filhos e netos.
Sou o tipo de pessoa que não gosta de passear com pouca gente, porque pra mim o que vale no passeio não é so os lugares diferentes, gosto de brincar, fotografar com amigos e depois comentarmos o que aconteceu de bom na viajem.
Mas aí e que esta o problema, eu quero sair, mas começo a pensar no transito insuportavel que se forma a cada feriado prolongado, parece que todos teem a mesma ideia minha, querem ir para o mesmo lugar, sem contar que meus filhos não veem a hora desses dias poderem ficar em casa, pois ja estão cansados de tanto dirigirem, tanto no trabalho, como no leva e tras dos filhos na escola.
Melhor mesmo é ficar em casa, ler e dormir...
pequena viajem com meus filhos e netos.
Sou o tipo de pessoa que não gosta de passear com pouca gente, porque pra mim o que vale no passeio não é so os lugares diferentes, gosto de brincar, fotografar com amigos e depois comentarmos o que aconteceu de bom na viajem.
Mas aí e que esta o problema, eu quero sair, mas começo a pensar no transito insuportavel que se forma a cada feriado prolongado, parece que todos teem a mesma ideia minha, querem ir para o mesmo lugar, sem contar que meus filhos não veem a hora desses dias poderem ficar em casa, pois ja estão cansados de tanto dirigirem, tanto no trabalho, como no leva e tras dos filhos na escola.
Melhor mesmo é ficar em casa, ler e dormir...
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